Webinars

Conferência Abertura Ano Lectivo 2020/2021

No próximo dia 16 de setembro, RAMON RIERA, irá proferir a Conferência de Abertura do Ano Lectivo 2020/2021 da Associação de Psicanálise Relacional.

Nesta web conferência, Ramon, irá falar sobre Las pandemias y la construcción de la subjectividad: la comprensión contemporánea de la salud emocional, pelas 21h00 via plataforma Zoom.

A conferência é de participação gratuita com inscrição obrigatória para psirelacional@gmail.com

Resumo: Los gérmenes han sido una de las las principales amenazas a la supervivencia física durante la historia de la humanidad. Se calcula que, hasta la Segunda Guerra Mundial, en todas las guerras ha habido más muertos a causa de epidemias que por las heridas en el campo de batalla. Hoy sabemos que, en las zonas geográficas más amenazadas por epidemias, suelen predominar culturas que priorizan la supervivencia del grupo por encima del desarrollo de la persona (sumisión de la persona a las normas grupales). Y al contrario, en las zonas con poco presencia de epidemias, predominan las culturas que favorecen la libertad de la persona ante las normas preestablecidas. La sumisión provoca un estrechamiento de la subjetividad: no puedo conectar con lo que siento, tengo que estar pendiente de lo que el otro espera de mí. En cambio, la libertad favorece la conexión con la propia subjetividad. Veremos como la comprensión de la locura depende de la conexión con la subjetividad de cada periodo histórico: haremos un rápido recorrido desde la Edad Media hasta el Psicoanálisis Relacional contemporáneo, pasando por Freud y la eclosión de la psicofarmacologia que se ha dado desde finales del siglo pasado. Veremos como el Covid puede afectar nuestra práctica actual.

RAMON RIERA é psicoterapeuta, psicanalista e médico psiquiatra formado na Universidad Autónoma de Barcelona em 1976. Foi Psiquiatra Adjunto do Servicio de Psiquiatría del Hospital Sant Joan de Deu. Professor do seminário Kohut do Master de Psicopatología da Fundació Vidal i Barraquer/Universitat Ramon Llull. É Co-Fundadore Presidente de Honor de IARPP España – Secção Espanholada International Association for Relational Psychoanalysis and Psychotherapy (IARPP-Internacional). Foi Membro do Advisory Board da IARPP Internacional e membro do International Council for Pschoanalytic Self Psychology. É Membro de Honor do Instituto de Psicoterapia Relacional (Madrid) e Membro do Comité de Redacción da Revista “Aperturas psicoanalíticas”. Publicou uma grande variedade de trabalhos sobre psicoterapia e psicanálise relacional, destacamos os seus dois livros: “La conexión emocional” e “La herencia emocional: Un viaje por las emociones y su poder para transformar el mundo”.

Conferência “As relações amordaçadas”

Prof. Doutor Manuel Matos 
RESUMO 

A pandemia de aglomerados surpreendeu quem até aí fingiu não ver realidades evidentes.

Será esta pandemia a expressão de todos os limites ultrapassados? Os governos do mundo impõem distância social, à laia de reposição dos limites. E em que ponto estamos quanto à distância afectiva e emocional provocada pela aproximação forçada num confinamento sentido como uma prisão domiciliária colectiva?

A privação de diferentes manifestações relacionais está a dar origem a neo-realidades e a problemas de saúde mental com inesperadas expressões psicopatológicas resultantes da cura que se pretende implementar.

Que resposta poderá dar a psicanálise relacional enquanto ciência da relação, do inconsciente, da subjectividade que se rege mais pela métrica das representações do que pelo metro padrão?

Que possibilidades de exercício e com que remodelações do “Setting”?

São possíveis remodelações do Setting na intervenção clínica com crianças, ou com adolescentes?

O factual, o concreto, a evidência inegável exige a compreensão das novas situações traumáticas.

Em que medida esta realidade afecta a nossa escuta?

E qual a tarimba necessária para que o psicanalista mantenha a boa distância que lhe permita trabalhar as dinâmicas transferenciais que articulem passado, muitas vezes traumático, presente igualmente traumático, na complexidade da relação psicanalítica?

Que espaço fica para as interpretações transformantes?

No desenvolvimento psíquico passamos da interacção à relação. A realidade que estamos a viver obriga-nos a passar da relação à interacção.

Somos “interaccionistas” ou psicanalistas?

Usamos ou recusamos máscara nas sessões?

Máscara de prevenção, mas que pode significar rejeição. A máscara esconde as emoções primitivas oculta as expressões faciais que denotam afectos implicados na relação. Significa atitude defensiva, distanciamento e até retirada relacional.
A pandemia amordaça a psicanálise relacional. Procura-se no psicanalista, a proximidade, acolhimento e a relação e deparamo-nos com um “psicoinfecciologista”; neologismo que somos obrigados a criar para descrever uma neo-realidade.

Sabendo nós da importância do brincar no desenvolvimento psíquico da criança o que pensar das medidas que, ignorando isto, entendem que as crianças não devem brincar umas com as outras nem trocar brinquedos entre elas, ensinados a não tocar e a não partilhar?

Que consequências, sobretudo nas crianças que já têm tendência para a retirada relacional?

Saímos do confinamento, retomamos a vida no condicional e em “Relações Amordaçadas”, mas prevalece a pandemia do medo, fora e dentro de casa.
Cá fora estamos artilhados de máscara e viseira, e dentro de casa a proximidade física continuada promoveu aproximação ou afastamento emocional e afectivo entre os familiares?

No dia a dia aconselha-se a distanciamento higiénico, o vírus é uma realidade fantasmática. Diz-se do vírus o que se dizia de Deus: está no céu e na terra e em toda a parte; por isso fique em casa e opte pelo teletrabalho. Da presença concreta passámos à presença virtual.

É possível exercer a psicanálise com sessões não presenciais?

Durante quanto tempo e quais os resultados?

Seremos terapeutas digitais e até quando?

Terapeutas assépticos em consultórios assépticos? Como?

Que equilíbrios e negociações relacionais faremos com os nossos pacientes?

O que podemos pensar deste presente amordaçado e de um futuro antecipado, que não se mostra diferente do presente, a partir da Psicanálise Relacional?

Eis algumas reflexões que podemos discutir em conjunto.

Participe.

Esperamos por si.

Diálogo On-Line – “Psicoterapeutas no tempo do medo”

Hoje, medimos as distâncias, com medo do toque; medo do outro. Há pouco, cumprimentávamos, naturalmente, as pessoas com quem estamos em Terapia, quando entravam nos consultórios. Ninguém tinha medo de apertar as mãos, de dar beijos e abraços. Hoje, as nossas Psicoterapias estão suspensas ou esperamos pelos nossos pacientes de olhar expectante no écran.

Porque, nas dimensões traumáticas das nossas vidas, só a presença humana pode dar conforto, fazemos um esforço para permanecer juntos.
Só por isso, estamos aqui. Diz-se que Freud, ao chegar de barco aos Estados Unidos, disse a Jung que levava, com ele, a Praga (a Psicanálise). Pode ser que a nossa Praga ajude a lutar contra esta Praga.

Trata-se de duas comunicações online, através da plataforma Zoom, mediadas e comentadas pela Dr.ª Ana Neves. É necessária uma inscrição prévia, gratuita, para o e-mail psirelacional@gmail.com, de forma a que, cerca de 15 minutos antes do início, seja enviado para o e-mail de inscrição um link de acesso. Cada Comunicação terá 15 a 20 minutos e haverá, certamente, conversa entre o Dr. Hélder Chambel e Dr. Filipe Baptista-Bastos que se estenderá aos participantes.

Comments are closed.

  • Siga-nos/Partilhe