Webinars

Webinar “Hacia una psicoterapia relacional del siglo XXI”

A PsiRelacional realizou no passado dia 4 de março de 2021, pelas 21h00, o webinar “Hacia una psicoterapia relacional del siglo XXI” que nos foi trazido por Juan José Martínez Ibañez.


Juan José Martínez Ibañez es Psicólogo Clínico, Psicoanalista y Psicoterapeuta Relacional. Es miembro de la Sociedad Española de Psicoanálisis, y de la Asociación Psicoanalítica Internacional. Es miembro titular del Instituto de Psicoterapia Relacional. Es Presidente del Capítulo Español de IARPP (International Association for Psychoanalysis and Psychotherapy). Es Profesor del Master en Psicoterapia Psicoanalítica Relacional/Especialista en Psicoterapia Psicoanalítica Relacional. Ha creado y dirige el Centro de Psicoterapia Giralda en Sevilla. Ha presentado comunicaciones en diferentes congresos psicoanalíticos nacionales e internacionales y ha publicado artículos en diferentes revistas de psicoanálisis. Es autor del libro Las dos edades de la mente: vicisitudes del funcionamiento mental, y del libro El enigma de la angustia: una conceptualización de la angustia desde el vértice relacional, ambos publicados en la Colección Pensamiento Relacional.


Síntese conferencia

En los pocos años que llevamos del siglo XXI, vamos teniendo una riqueza de datos, unos conocimientos teóricos y nuevas tecnologías inimaginables hasta hace muy poco tiempo. Las múltiples áreas de la investigación, desde la epigenética y la neurociencia emocional, hasta los aportes de la teoría del apego, la psicología del desarrollo, y la psicoterapia relacional, han demostrado la interacción compleja que está teniendo lugar dentro y entre nuestras mentes y las de los demás. Ser un psicoterapeuta relacional es mucho más que seguir un manual, asignar tareas o aplicar una técnica. Se basa en la observación cuidadosa, la escucha activa y el aprendizaje de hacer las preguntas correctas. También es importante tener en cuenta a una variedad de disciplinas científicas. Finalmente, todo lo anterior debe basarse en un compromiso existencial con nuestros pacientes, alimentado por la curiosidad, el cuidado, la empatía, la sensibilidad y la compasión. Algunas de estas ideas son las que desarrollaré durante nuestro encuentro del 4 de marzo y espero que resulten interesantes.

Diálogo “Nascer e Ser Criança em Tempo de Pandemia”

“O Diabo escreveu direito por linhas tortas e Deus não sabe o que fazer.”
Manuel Matos
Creio que a pandemia Covid-19 veio desmascarar a armadilha da globalização económica massificada e o modelo civilizacional que há décadas nos era apresentada como “Deus salvador” e solução para todos os males. Apontam-nos, agora, como remédio os confinamentos intermitentes, privação das relações sociais, privação das relações de amizade e limitações drásticas nas relações familiares, o evitamento do contacto pele a pele, como se fosse possível suspender as relação, as manifestações afectivas e emocionais, colocando o corpo obsessivamente à distância. Que consequência sobre o sistema de vinculação e sobre a simbiose humana na relação primária mãe-bebé na emergência da vida psíquica?
Passámos do medo da pandemia à pandemia do medo e, a par do perigo do Corona vírus Sars-cov-2, instalou-se um ambiente social e familiar de insegurança e de paranóia com recurso a máscaras, desinfecções esterilizantes e até a aplicações de internet como se estas servissem para identificar o inimigo na rua e do outro lado do passeio.
Como é que a envolvente familiar actual consegue diminuir as ansiedades primitivas de um bebé à nascença num clima de desconfiança desta natureza?
Como pode a mãe insegura promover internalizações de segurança lidando a medo com o seu bebé?
Se eu tivesse de ir diariamente para o berçário, para o infantário, ou frequentasse a pré-primária quando se declarou a pandemia Covid-19 teria dito:
-O diabo escreveu direito por linhas tortas;
-Os meus pais ficam em casa podem acompanhar o meu desenvolvimento, podem desfrutar de mim e eu deles. Nalguns casos poderá ter sido assim, mas noutros não. Com o confinamento, bebés e crianças, viram a casa transformada em escola, espaço de trabalhos e sentiram na sua carne que o afastamento social por um lado, a proximidade à força por outra, a maior parte das vezes num espaço habitacional exíguo, promoveu mais o afastamento, ou mesmo a ruptura, do que a aproximação afectiva. Muitos pais que estão hoje a trabalhar em casa agarrados ao computador, além de assegurarem a lida de uma casa de família têm também de desempenhar papel professores dos filhos e trabalham mais em casa do que se estivessem na empresa sem a contraparte.
Como crescer nesta indiferenciação, descontentamento e instabilidade?
Presumo que já nem Deus sabe o que fazer.
O que me parece é que esta pandemia questiona o modelo económico e civilizacional de crescimento insaciável onde deflagrou e no qual, por mais que façamos, estamos sempre aquém dos objectivos.
Temos vivido numa cultura narcísica que se tornou desnarcisante e enlouquecedora, como se estivéssemos perante um desequilíbrio entre cultura e natura. O que farão os nossos filhos desta realidade? Até que ponto, e até quando, seremos nós capazes de suportar este mundo estranho e (des)conhecido?

Conferência Abertura Ano Lectivo 2020/2021

No próximo dia 16 de setembro, RAMON RIERA, irá proferir a Conferência de Abertura do Ano Lectivo 2020/2021 da Associação de Psicanálise Relacional.

Nesta web conferência, Ramon, irá falar sobre Las pandemias y la construcción de la subjectividad: la comprensión contemporánea de la salud emocional, pelas 21h00 via plataforma Zoom.

A conferência é de participação gratuita com inscrição obrigatória para psirelacional@gmail.com

Resumo: Los gérmenes han sido una de las las principales amenazas a la supervivencia física durante la historia de la humanidad. Se calcula que, hasta la Segunda Guerra Mundial, en todas las guerras ha habido más muertos a causa de epidemias que por las heridas en el campo de batalla. Hoy sabemos que, en las zonas geográficas más amenazadas por epidemias, suelen predominar culturas que priorizan la supervivencia del grupo por encima del desarrollo de la persona (sumisión de la persona a las normas grupales). Y al contrario, en las zonas con poco presencia de epidemias, predominan las culturas que favorecen la libertad de la persona ante las normas preestablecidas. La sumisión provoca un estrechamiento de la subjetividad: no puedo conectar con lo que siento, tengo que estar pendiente de lo que el otro espera de mí. En cambio, la libertad favorece la conexión con la propia subjetividad. Veremos como la comprensión de la locura depende de la conexión con la subjetividad de cada periodo histórico: haremos un rápido recorrido desde la Edad Media hasta el Psicoanálisis Relacional contemporáneo, pasando por Freud y la eclosión de la psicofarmacologia que se ha dado desde finales del siglo pasado. Veremos como el Covid puede afectar nuestra práctica actual.

RAMON RIERA é psicoterapeuta, psicanalista e médico psiquiatra formado na Universidad Autónoma de Barcelona em 1976. Foi Psiquiatra Adjunto do Servicio de Psiquiatría del Hospital Sant Joan de Deu. Professor do seminário Kohut do Master de Psicopatología da Fundació Vidal i Barraquer/Universitat Ramon Llull. É Co-Fundadore Presidente de Honor de IARPP España – Secção Espanholada International Association for Relational Psychoanalysis and Psychotherapy (IARPP-Internacional). Foi Membro do Advisory Board da IARPP Internacional e membro do International Council for Pschoanalytic Self Psychology. É Membro de Honor do Instituto de Psicoterapia Relacional (Madrid) e Membro do Comité de Redacción da Revista “Aperturas psicoanalíticas”. Publicou uma grande variedade de trabalhos sobre psicoterapia e psicanálise relacional, destacamos os seus dois livros: “La conexión emocional” e “La herencia emocional: Un viaje por las emociones y su poder para transformar el mundo”.

Conferência “As relações amordaçadas”

Prof. Doutor Manuel Matos 
RESUMO 

A pandemia de aglomerados surpreendeu quem até aí fingiu não ver realidades evidentes.

Será esta pandemia a expressão de todos os limites ultrapassados? Os governos do mundo impõem distância social, à laia de reposição dos limites. E em que ponto estamos quanto à distância afectiva e emocional provocada pela aproximação forçada num confinamento sentido como uma prisão domiciliária colectiva?

A privação de diferentes manifestações relacionais está a dar origem a neo-realidades e a problemas de saúde mental com inesperadas expressões psicopatológicas resultantes da cura que se pretende implementar.

Que resposta poderá dar a psicanálise relacional enquanto ciência da relação, do inconsciente, da subjectividade que se rege mais pela métrica das representações do que pelo metro padrão?

Que possibilidades de exercício e com que remodelações do “Setting”?

São possíveis remodelações do Setting na intervenção clínica com crianças, ou com adolescentes?

O factual, o concreto, a evidência inegável exige a compreensão das novas situações traumáticas.

Em que medida esta realidade afecta a nossa escuta?

E qual a tarimba necessária para que o psicanalista mantenha a boa distância que lhe permita trabalhar as dinâmicas transferenciais que articulem passado, muitas vezes traumático, presente igualmente traumático, na complexidade da relação psicanalítica?

Que espaço fica para as interpretações transformantes?

No desenvolvimento psíquico passamos da interacção à relação. A realidade que estamos a viver obriga-nos a passar da relação à interacção.

Somos “interaccionistas” ou psicanalistas?

Usamos ou recusamos máscara nas sessões?

Máscara de prevenção, mas que pode significar rejeição. A máscara esconde as emoções primitivas oculta as expressões faciais que denotam afectos implicados na relação. Significa atitude defensiva, distanciamento e até retirada relacional.
A pandemia amordaça a psicanálise relacional. Procura-se no psicanalista, a proximidade, acolhimento e a relação e deparamo-nos com um “psicoinfecciologista”; neologismo que somos obrigados a criar para descrever uma neo-realidade.

Sabendo nós da importância do brincar no desenvolvimento psíquico da criança o que pensar das medidas que, ignorando isto, entendem que as crianças não devem brincar umas com as outras nem trocar brinquedos entre elas, ensinados a não tocar e a não partilhar?

Que consequências, sobretudo nas crianças que já têm tendência para a retirada relacional?

Saímos do confinamento, retomamos a vida no condicional e em “Relações Amordaçadas”, mas prevalece a pandemia do medo, fora e dentro de casa.
Cá fora estamos artilhados de máscara e viseira, e dentro de casa a proximidade física continuada promoveu aproximação ou afastamento emocional e afectivo entre os familiares?

No dia a dia aconselha-se a distanciamento higiénico, o vírus é uma realidade fantasmática. Diz-se do vírus o que se dizia de Deus: está no céu e na terra e em toda a parte; por isso fique em casa e opte pelo teletrabalho. Da presença concreta passámos à presença virtual.

É possível exercer a psicanálise com sessões não presenciais?

Durante quanto tempo e quais os resultados?

Seremos terapeutas digitais e até quando?

Terapeutas assépticos em consultórios assépticos? Como?

Que equilíbrios e negociações relacionais faremos com os nossos pacientes?

O que podemos pensar deste presente amordaçado e de um futuro antecipado, que não se mostra diferente do presente, a partir da Psicanálise Relacional?

Eis algumas reflexões que podemos discutir em conjunto.

Participe.

Esperamos por si.

Diálogo On-Line – “Psicoterapeutas no tempo do medo”

Hoje, medimos as distâncias, com medo do toque; medo do outro. Há pouco, cumprimentávamos, naturalmente, as pessoas com quem estamos em Terapia, quando entravam nos consultórios. Ninguém tinha medo de apertar as mãos, de dar beijos e abraços. Hoje, as nossas Psicoterapias estão suspensas ou esperamos pelos nossos pacientes de olhar expectante no écran.

Porque, nas dimensões traumáticas das nossas vidas, só a presença humana pode dar conforto, fazemos um esforço para permanecer juntos.
Só por isso, estamos aqui. Diz-se que Freud, ao chegar de barco aos Estados Unidos, disse a Jung que levava, com ele, a Praga (a Psicanálise). Pode ser que a nossa Praga ajude a lutar contra esta Praga.

Trata-se de duas comunicações online, através da plataforma Zoom, mediadas e comentadas pela Dr.ª Ana Neves. É necessária uma inscrição prévia, gratuita, para o e-mail psirelacional@gmail.com, de forma a que, cerca de 15 minutos antes do início, seja enviado para o e-mail de inscrição um link de acesso. Cada Comunicação terá 15 a 20 minutos e haverá, certamente, conversa entre o Dr. Hélder Chambel e Dr. Filipe Baptista-Bastos que se estenderá aos participantes.

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