Webinars

Homenagem Maria José Vidigal – Conferência: “Na Sanzala do Universo Brilham as Estrelas dos que Cuidam dos Outros”

Realizou-se, no passado dia 17 de setembro de 2022, pelas 10h30, a Homenagem a Maria José Vidigal onde foi proferida a conferência “Na Sanzala do Universo Brilham as Estrelas dos que Cuidam dos Outros” pela própria.

Esta homenagem contou com comentários de Manuel Matos.

O evento decorreu em formato presencial e online.

Conferência com Rosa Velasco – “Actualizaciones en Psicoanálisis Relacional”

Realizou-se no dia 2 de junho de 2022, pelas 21h30, a  Conferência com Rosa Velasco – “Actualizaciones en Psicoanálisis Relacional”.


Rosa Velasco é Médica psicanalista. Membro da Sociedade Espanhola de Psicanálise (SEP-IPA). Membro da Associação Internacional de Psicanalise e Psicoterapia Relacional (IARPP). Ex-presidente da IARPP-Espanha. Membro do Instituto de Psicoterapia Relacional (IPR). Vive e trabalha em Barcelona.

Professora de seminários na SEP, ensinando teoria e clínica relacional há mais de uma década. Supervisora clínica da SEP. Autora de inúmeros artigos em revistas especializadas. Coautora dos livros:
“Crimes Sexuais contra Menores” (2014) e “Temas Atuais em Psicanálise Contemporânea” (2021).

Dinamizadora de Grupos de Revisão Clínica Psicanalítica Relacional Nacional e Internacional realizando o trabalho de supervisão clínica. Professora do Diploma Internacional On-Line “Prática de Psicanálise Relacional” na Cidade do México.


Rosa Velasco impartió la conferencia on line ACTUALIZACIONES EN PSICOANÁLISIS RELACIONAL el jueves 2 de Junio de 2022. Acto organizado en  Portugal por PsiRelacional.

Esta conferencia fue una síntesis del Seminario on line que Rosa Velasco impartió en la SEP desde Noviembre a Abril de este año.

A la conferencia se inscribieron un total de 123 personas de diferentes procedencias geográficas, de Portugal, de Catalunya y del resto de España, de Uruguay, de México y de EEUU.

Las conceptualizaciones teóricas sobre la transmisión intergeneracional del trauma fueron ilustradas a través del trabajo de la analista con una paciente de 50 años que ha sufrido traumatismo psíquico en la infancia. Consultó por presentar ansiedad y sentimiento de vacío. Un alcoholismo incipiente regulaba la tristeza que experimentaba cada tarde al llegar a casa desde su trabajo.

Le preocupa mucho que recientemente tiene dificultades para conducir. No puede adelantar a los camiones que se encuentra por la carretera. Se agarrota y se queda completamente tensa si se encuentra con algún camión en su trayecto.

El trauma psíquico vivido en la infancia se reelabora durante toda la vida. La analista contribuye, con una escucha libre de prejuicios, a identificar, visibilizar y acoger la fragilidad del presente que conectada inconscientemente con las experiencias de un pasado traumático está interfiriendo el desarrollo emocional del paciente.

Las relaciones en el presente aparecen teñidas de un sentimiento de no importar. Su matrimonio se ve interferido por esta sensación de no importar. Este sentimiento también se extiende a la relación con sus hijos adolescentes.

Un diálogo con la sensibilidad de la niña interna nos ayuda a comprender la insoportable tristeza de cada tarde. Una tristeza que la lleva a buscar anestesia con el alcohol. Una escucha atenta nos coloca a ambas frente al accidente que sufrió cuando tenía 9 años. Pudimos reconstruir la escena del accidente: Un vehículo adelantaba a un camión en el sentido contrario y colisionó frontalmente con el taxi en el que viajaba ella con su familia. El padre muere en el acto. A partir de ese momento, la vida cambia. Cada tarde después del colegio ella llega a casa y atraviesa el recibidor donde esperan los alumnos de la madre (profesora de inglés). Recuerda como ese momento era tenso para ella: “pasaba rápido, casi sin respirar” “luego merendaba sola delante de la tele”.

Este sentimiento de soledad infantil es traumático y ella se relaciona en su adultez con las cargas de no sentirse suficientemente importante para los demás.

El trauma psíquico vivido en la infancia se reelabora durante toda la vida. La analista contribuye, con una escucha libre de prejuicios, a identificar, visibilizar y   a acoger la fragilidad del presente. Fragilidad que está conectada inconscientemente con las experiencias de un pasado traumático y que está interfiriendo el desarrollo emocional del paciente.

Se proyectaron imágenes sugerentes que ilustraban las principales consideraciones teórico-clínicas que Velasco transmitió: “La soledad en la infancia es siempre traumática”, “Las memorias traumáticas se procesan durante toda la vida”, “Buscamos que el paciente conecte con la criatura interior, la visibilice, la acompañe y la libere de las cargas de la infancia que generaron vergüenza y culpa”.

Se trabajaron aportaciones actuales del Psicoanálisis Relacional. En esta ocasión las aportaciones de Donna Bassin (Nueva York), Galit Atlas (Nueva York), Ramon Riera (Barcelona), Richard C. Schwartz (Chicago) y Rosa Velasco (Barcelona), constituyeron el marco teórico sobre el que se revisó un proceso psicoanalítico relacional.

Recensión de la conferencia. Rosa Velasco. Médico Psicoanalista de la SEP y expresidenta de IARPP-E.

Encontro com Henry Krutzen – “Psicanálise Relacional e Interdisciplinaridade”

Realizou-se no dia 12 de maio de 2022, pelas 21h30, o  “Encontro com Henry Krutzen – “Psicanálise Relacional e Interdisciplinaridade”“.


Henry Krutzen é psicólogo e psicanalista. De origem belga, mora e trabalha em João Pessoa (PB). Coordena grupos de pesquisa sobre psicanálise relacional. Publicou, em Paris, na década de 1990 “Index référentiel du séminaire de Jacques Lacan”, cuja tradução foi lançada no Brasil em 2021. No Brasil publicou, em 2018 “Para uma nova definição do espaço clínico, em 2020 “Estudos de psicanálise relacional” e, em 2021 “Psicanálise Relacional, neurociências e psicologia do desenvolvimento”.

Conferência online – “A Sombra do Materno sobre o Feminino – Experiências Clínicas no Contexto da Pandemia”

Realizou-se no dia 29 de abril de 2022, pelas 21h00, a Conferência online “A Sombra do Materno sobre o Feminino – Experiências Clínicas no Contexto da Pandemia“.

Esta conferência foi-nos apresentada por Denise S. Goldfajn.


Denise Salomão Goldfajn é psicanalista da Sociedade Brasileira do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pós-doutora pela Universidade de São Paulo. Membro da Associação Internacional de psicanálise e psicoterapia relacional (IARPP) desde 2001. Membro do conselho do Grupo Brasileiro de pesquisas Sándor Ferenczi. Psicanalista de crianças e adultos, supervisora clínica e autora de artigos publicados. Recebeu o prêmio Mario Martins, da Febrapsi, em 2011 pelo artigo “E-setting: Um dia ordinário no consultório de um psicanalista”. Actualmente faz parte da equipa da Direcção Científica da Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL) e do Conselho Editorial do Jornal de Psicanálise.

Conferência – “A Violência na Sociedade e na Família. | Porquê? |”

Realizou-se no dia 31 de Março de 2022, pelas 21h30, a Conferência online “A Violência na Sociedade e na Família. | Porquê? |“.

Esta conferência foi-nos apresentada por Maria José Vidigal, sendo moderada por Maria Jesus Candeias e comentada por Graça Galamba.

Conferência – “Vinculação e Psicopatologia”

A PsiRelacional realizou no passado dia 10 de Fevereiro de 2022, pelas 21h30, a Conferência online “Vinculação e Psicopatologia“.

Esta conferência foi-nos apresentada por Manuel Matos, sendo moderada por Ida Lemos e comentada por Inês Matos.


Sinopse:

Inspirando-se num dos livros de J. Bowlby: A secure base, clinical applications of attachment theory, o autor da conferência retoma os diferentes padrões de apego que constituem o processo de vinculação. Considera a teoria da vinculação como uma variante das teorias da relação de objecto, liga o desenvolvimento psíquico ao sucesso do processo de vinculação e a psicopatologia ao fracasso desse processo. Faz a sua leitura dos diferentes quadros clínicos em função dos padrões de vinculação apoiando-se nos seus conhecimentos sobre psicopatologia psicanalítica relacional, nomeadamente em situações de ameaça de desamor, de abandono e de desmentido e em excertos de casos clínicos e de supervisão.

Manuel Matos
Doutoramento e Agregação em Psicologia Clínica, pela Universidade de Lisboa. Professor Associado com Agregação na Fac. de Psicologia (actualmente aposentado). Psicanalista titular pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise Psicoterapeuta psicanalítico e supervisor. Full Member da International Psychoanalytical Association (2004-2010). Membro fundador e Presidente da Direcção da Associação de Psicanálise Relacional. Responsável pela formação na PsiRelacional. Coordenador dos Seminários Clínicos. Lecciona os seminários de Psicopatologia Psicanalítica e Teoria e Técnica em Psicoterapia Psicanalítica. Publicou o livro Adolescência representação e psicanálise, Lisboa, Climepsi, 2005, e vários artigos em revistas da especialidade.

Inês Matos
Doutoramento em Psicologia Clínica e Psicopatologia pela Universidade Paris Descartes (Paris V). Fez a sua análise didáctica com um membro da Société Psychanalytique de Paris, Psicoterapeuta psicanalítica. Foi assistente na Université Paris Descarte. Intervém como docente na pós-graduação da disciplina sobre Maus-tratos e Teoria da Vinculação na Universidade de Paris Diderot (Paris VII). É Prof. Convidada no ISPA onde lecciona várias disciplinas na área do Desenvolvimento e da Psicanálise.
Integra a equipa de investigação do William James Center for Research. ISPA- Instituto Universitário. Tem várias publicações no âmbito da Psicologia do Desenvolvimento em diferentes revistas da especialidade.

Conferência – Puta ou Princesa? – [Nunca se Deve Perder a Esperança] (Metade ficção, metade realidade)

A PsiRelacional realizou no passado dia 18 de novembro de 2021, pelas 21h00, a conferência “Puta ou Princesa? – [Nunca se Deve Perder a Esperança] (Metade ficção, metade realidade)” que nos foi trazida por Maria José Vidigal.

Diálogo online “Um Momento no Tempo. Psicoterapeutas no Tempo do Medo II” – Abertura de Ano Lectivo 2021/2022

They say it’s not
faith if you can hold it in your hands
but I suspect the opposite may be true,
that real faith passes first through the body
like an arrow. Consider our whole galaxy
staked in place by a single star. I fear
we haven’t said nearly enough about that.

Kaven Akbar from An Oversight


Passados 1 ano e 5 meses após o inicial “Psicoterapeutas no Tempo do Medo”, o Dr. Hélder Chambel e o Dr. Filipe Baptista-Bastos regressaram para um segundo round contra o silêncio neutral e a solidão todo-poderosa em que, muitas vezes, os Psicoterapeutas se encontram. E podíamos dizer que, se no primeiro foram precipitados pela necessidade do diálogo, reflexão e partilha a que a Pandemia impeliu, deste vez, foi o anúncio do início do fim do Covid 19 que os manobrou a expor como têm trabalhado e a forma como têm pensado este momento que se prolongou. Como previsto , mais uma vez, foi uma discussão intensa: técnica, teórica e experiencial sobre a prática da Psicoterapia em circunstâncias tão inesperadas.

Conferência “Teoria da vinculação e processo psicoterapêutico”

A PsiRelacional realizou no passado dia 28 de junho de 2021, pelas 21h00, a conferência “Teoria da Vinculação e Processo Psicoterapêutico” que nos foi trazida por Mario Marrone.


Mario Marrone é psiquiatra, psicanalista e terapeuta de grupo. É Membro da Sociedade Psicanalítica Britânica. Trabalha em contexto hospitalar no Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha e no Centro de Terapia Interfamiliar de Elche (Espanha). Actualmente trabalha online. É Membro Fundador e Presidente do International Attachment Network UK. Publicou vários livros e artigos em inglês, espanhol, italiano e alemão. Durante 10 anos fez supervisão semanal com John Bowlby.

Webinar “Hacia una psicoterapia relacional del siglo XXI”

A PsiRelacional realizou no passado dia 4 de março de 2021, pelas 21h00, o webinar “Hacia una psicoterapia relacional del siglo XXI” que nos foi trazido por Juan José Martínez Ibañez.


Juan José Martínez Ibañez es Psicólogo Clínico, Psicoanalista y Psicoterapeuta Relacional. Es miembro de la Sociedad Española de Psicoanálisis, y de la Asociación Psicoanalítica Internacional. Es miembro titular del Instituto de Psicoterapia Relacional. Es Presidente del Capítulo Español de IARPP (International Association for Psychoanalysis and Psychotherapy). Es Profesor del Master en Psicoterapia Psicoanalítica Relacional/Especialista en Psicoterapia Psicoanalítica Relacional. Ha creado y dirige el Centro de Psicoterapia Giralda en Sevilla. Ha presentado comunicaciones en diferentes congresos psicoanalíticos nacionales e internacionales y ha publicado artículos en diferentes revistas de psicoanálisis. Es autor del libro Las dos edades de la mente: vicisitudes del funcionamiento mental, y del libro El enigma de la angustia: una conceptualización de la angustia desde el vértice relacional, ambos publicados en la Colección Pensamiento Relacional.


Síntese conferencia

En los pocos años que llevamos del siglo XXI, vamos teniendo una riqueza de datos, unos conocimientos teóricos y nuevas tecnologías inimaginables hasta hace muy poco tiempo. Las múltiples áreas de la investigación, desde la epigenética y la neurociencia emocional, hasta los aportes de la teoría del apego, la psicología del desarrollo, y la psicoterapia relacional, han demostrado la interacción compleja que está teniendo lugar dentro y entre nuestras mentes y las de los demás. Ser un psicoterapeuta relacional es mucho más que seguir un manual, asignar tareas o aplicar una técnica. Se basa en la observación cuidadosa, la escucha activa y el aprendizaje de hacer las preguntas correctas. También es importante tener en cuenta a una variedad de disciplinas científicas. Finalmente, todo lo anterior debe basarse en un compromiso existencial con nuestros pacientes, alimentado por la curiosidad, el cuidado, la empatía, la sensibilidad y la compasión. Algunas de estas ideas son las que desarrollaré durante nuestro encuentro del 4 de marzo y espero que resulten interesantes.

Diálogo “Nascer e Ser Criança em Tempo de Pandemia”

“O Diabo escreveu direito por linhas tortas e Deus não sabe o que fazer.”
Manuel Matos
Creio que a pandemia Covid-19 veio desmascarar a armadilha da globalização económica massificada e o modelo civilizacional que há décadas nos era apresentada como “Deus salvador” e solução para todos os males. Apontam-nos, agora, como remédio os confinamentos intermitentes, privação das relações sociais, privação das relações de amizade e limitações drásticas nas relações familiares, o evitamento do contacto pele a pele, como se fosse possível suspender as relação, as manifestações afectivas e emocionais, colocando o corpo obsessivamente à distância. Que consequência sobre o sistema de vinculação e sobre a simbiose humana na relação primária mãe-bebé na emergência da vida psíquica?
Passámos do medo da pandemia à pandemia do medo e, a par do perigo do Corona vírus Sars-cov-2, instalou-se um ambiente social e familiar de insegurança e de paranóia com recurso a máscaras, desinfecções esterilizantes e até a aplicações de internet como se estas servissem para identificar o inimigo na rua e do outro lado do passeio.
Como é que a envolvente familiar actual consegue diminuir as ansiedades primitivas de um bebé à nascença num clima de desconfiança desta natureza?
Como pode a mãe insegura promover internalizações de segurança lidando a medo com o seu bebé?
Se eu tivesse de ir diariamente para o berçário, para o infantário, ou frequentasse a pré-primária quando se declarou a pandemia Covid-19 teria dito:
-O diabo escreveu direito por linhas tortas;
-Os meus pais ficam em casa podem acompanhar o meu desenvolvimento, podem desfrutar de mim e eu deles. Nalguns casos poderá ter sido assim, mas noutros não. Com o confinamento, bebés e crianças, viram a casa transformada em escola, espaço de trabalhos e sentiram na sua carne que o afastamento social por um lado, a proximidade à força por outra, a maior parte das vezes num espaço habitacional exíguo, promoveu mais o afastamento, ou mesmo a ruptura, do que a aproximação afectiva. Muitos pais que estão hoje a trabalhar em casa agarrados ao computador, além de assegurarem a lida de uma casa de família têm também de desempenhar papel professores dos filhos e trabalham mais em casa do que se estivessem na empresa sem a contraparte.
Como crescer nesta indiferenciação, descontentamento e instabilidade?
Presumo que já nem Deus sabe o que fazer.
O que me parece é que esta pandemia questiona o modelo económico e civilizacional de crescimento insaciável onde deflagrou e no qual, por mais que façamos, estamos sempre aquém dos objectivos.
Temos vivido numa cultura narcísica que se tornou desnarcisante e enlouquecedora, como se estivéssemos perante um desequilíbrio entre cultura e natura. O que farão os nossos filhos desta realidade? Até que ponto, e até quando, seremos nós capazes de suportar este mundo estranho e (des)conhecido?

Conferência Abertura Ano Lectivo 2020/2021

No próximo dia 16 de setembro, RAMON RIERA, irá proferir a Conferência de Abertura do Ano Lectivo 2020/2021 da Associação de Psicanálise Relacional.

Nesta web conferência, Ramon, irá falar sobre Las pandemias y la construcción de la subjectividad: la comprensión contemporánea de la salud emocional, pelas 21h00 via plataforma Zoom.

A conferência é de participação gratuita com inscrição obrigatória para psirelacional@gmail.com

Resumo: Los gérmenes han sido una de las las principales amenazas a la supervivencia física durante la historia de la humanidad. Se calcula que, hasta la Segunda Guerra Mundial, en todas las guerras ha habido más muertos a causa de epidemias que por las heridas en el campo de batalla. Hoy sabemos que, en las zonas geográficas más amenazadas por epidemias, suelen predominar culturas que priorizan la supervivencia del grupo por encima del desarrollo de la persona (sumisión de la persona a las normas grupales). Y al contrario, en las zonas con poco presencia de epidemias, predominan las culturas que favorecen la libertad de la persona ante las normas preestablecidas. La sumisión provoca un estrechamiento de la subjetividad: no puedo conectar con lo que siento, tengo que estar pendiente de lo que el otro espera de mí. En cambio, la libertad favorece la conexión con la propia subjetividad. Veremos como la comprensión de la locura depende de la conexión con la subjetividad de cada periodo histórico: haremos un rápido recorrido desde la Edad Media hasta el Psicoanálisis Relacional contemporáneo, pasando por Freud y la eclosión de la psicofarmacologia que se ha dado desde finales del siglo pasado. Veremos como el Covid puede afectar nuestra práctica actual.

RAMON RIERA é psicoterapeuta, psicanalista e médico psiquiatra formado na Universidad Autónoma de Barcelona em 1976. Foi Psiquiatra Adjunto do Servicio de Psiquiatría del Hospital Sant Joan de Deu. Professor do seminário Kohut do Master de Psicopatología da Fundació Vidal i Barraquer/Universitat Ramon Llull. É Co-Fundadore Presidente de Honor de IARPP España – Secção Espanholada International Association for Relational Psychoanalysis and Psychotherapy (IARPP-Internacional). Foi Membro do Advisory Board da IARPP Internacional e membro do International Council for Pschoanalytic Self Psychology. É Membro de Honor do Instituto de Psicoterapia Relacional (Madrid) e Membro do Comité de Redacción da Revista “Aperturas psicoanalíticas”. Publicou uma grande variedade de trabalhos sobre psicoterapia e psicanálise relacional, destacamos os seus dois livros: “La conexión emocional” e “La herencia emocional: Un viaje por las emociones y su poder para transformar el mundo”.

Conferência “As relações amordaçadas”

Prof. Doutor Manuel Matos 
RESUMO 

A pandemia de aglomerados surpreendeu quem até aí fingiu não ver realidades evidentes.

Será esta pandemia a expressão de todos os limites ultrapassados? Os governos do mundo impõem distância social, à laia de reposição dos limites. E em que ponto estamos quanto à distância afectiva e emocional provocada pela aproximação forçada num confinamento sentido como uma prisão domiciliária colectiva?

A privação de diferentes manifestações relacionais está a dar origem a neo-realidades e a problemas de saúde mental com inesperadas expressões psicopatológicas resultantes da cura que se pretende implementar.

Que resposta poderá dar a psicanálise relacional enquanto ciência da relação, do inconsciente, da subjectividade que se rege mais pela métrica das representações do que pelo metro padrão?

Que possibilidades de exercício e com que remodelações do “Setting”?

São possíveis remodelações do Setting na intervenção clínica com crianças, ou com adolescentes?

O factual, o concreto, a evidência inegável exige a compreensão das novas situações traumáticas.

Em que medida esta realidade afecta a nossa escuta?

E qual a tarimba necessária para que o psicanalista mantenha a boa distância que lhe permita trabalhar as dinâmicas transferenciais que articulem passado, muitas vezes traumático, presente igualmente traumático, na complexidade da relação psicanalítica?

Que espaço fica para as interpretações transformantes?

No desenvolvimento psíquico passamos da interacção à relação. A realidade que estamos a viver obriga-nos a passar da relação à interacção.

Somos “interaccionistas” ou psicanalistas?

Usamos ou recusamos máscara nas sessões?

Máscara de prevenção, mas que pode significar rejeição. A máscara esconde as emoções primitivas oculta as expressões faciais que denotam afectos implicados na relação. Significa atitude defensiva, distanciamento e até retirada relacional.
A pandemia amordaça a psicanálise relacional. Procura-se no psicanalista, a proximidade, acolhimento e a relação e deparamo-nos com um “psicoinfecciologista”; neologismo que somos obrigados a criar para descrever uma neo-realidade.

Sabendo nós da importância do brincar no desenvolvimento psíquico da criança o que pensar das medidas que, ignorando isto, entendem que as crianças não devem brincar umas com as outras nem trocar brinquedos entre elas, ensinados a não tocar e a não partilhar?

Que consequências, sobretudo nas crianças que já têm tendência para a retirada relacional?

Saímos do confinamento, retomamos a vida no condicional e em “Relações Amordaçadas”, mas prevalece a pandemia do medo, fora e dentro de casa.
Cá fora estamos artilhados de máscara e viseira, e dentro de casa a proximidade física continuada promoveu aproximação ou afastamento emocional e afectivo entre os familiares?

No dia a dia aconselha-se a distanciamento higiénico, o vírus é uma realidade fantasmática. Diz-se do vírus o que se dizia de Deus: está no céu e na terra e em toda a parte; por isso fique em casa e opte pelo teletrabalho. Da presença concreta passámos à presença virtual.

É possível exercer a psicanálise com sessões não presenciais?

Durante quanto tempo e quais os resultados?

Seremos terapeutas digitais e até quando?

Terapeutas assépticos em consultórios assépticos? Como?

Que equilíbrios e negociações relacionais faremos com os nossos pacientes?

O que podemos pensar deste presente amordaçado e de um futuro antecipado, que não se mostra diferente do presente, a partir da Psicanálise Relacional?

Eis algumas reflexões que podemos discutir em conjunto.

Participe.

Esperamos por si.

Diálogo On-Line – “Psicoterapeutas no tempo do medo”

Hoje, medimos as distâncias, com medo do toque; medo do outro. Há pouco, cumprimentávamos, naturalmente, as pessoas com quem estamos em Terapia, quando entravam nos consultórios. Ninguém tinha medo de apertar as mãos, de dar beijos e abraços. Hoje, as nossas Psicoterapias estão suspensas ou esperamos pelos nossos pacientes de olhar expectante no écran.

Porque, nas dimensões traumáticas das nossas vidas, só a presença humana pode dar conforto, fazemos um esforço para permanecer juntos.
Só por isso, estamos aqui. Diz-se que Freud, ao chegar de barco aos Estados Unidos, disse a Jung que levava, com ele, a Praga (a Psicanálise). Pode ser que a nossa Praga ajude a lutar contra esta Praga.

Trata-se de duas comunicações online, através da plataforma Zoom, mediadas e comentadas pela Dr.ª Ana Neves. É necessária uma inscrição prévia, gratuita, para o e-mail psirelacional@gmail.com, de forma a que, cerca de 15 minutos antes do início, seja enviado para o e-mail de inscrição um link de acesso. Cada Comunicação terá 15 a 20 minutos e haverá, certamente, conversa entre o Dr. Hélder Chambel e Dr. Filipe Baptista-Bastos que se estenderá aos participantes.

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